
COMENTÁRIO DO
ESPETÁCULO AMIGAS, PERO NO MUCHO
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Elenco da peça |
“AMIGAS, PERO NO MUCHO”:
JUNÇÃO DE TALENTOS!
À frente da Empresa Morente Forte Comunicações, responsável
por dinâmicas produções, divulgação e inúmeras
vezes administração, Célia Regina Forte respira teatro
dia e noite.
Por isso não surpreende que tenha se revelado uma excelente escritora,
uma notável dramaturga. Estamos falando de sua obra, ”Amigas, Pero
No Mucho”, cartaz do Teatro Renaissance com apresentações
às sextas e sábados, às 24h00. Desde a estréia o
espetáculo vem fazendo grande sucesso. Notaremos que há inúmeras
motivações para a receptividade por parte da crítica e
público. O texto é realmente uma surpresa.
Antes de chegar ao palco, a peça foi lida e analisada por vários
nomes.
A primeira leitura pública realizada no teatro do MASP, provou que
estava nascendo um novo talento na dramaturgia. Célia Regina Forte já
fora inspirada pelo tema e situação; quatro mulheres para falar
de suas experiências de vida, dos seus amores, frustrações,
mágoas, alegrias, realizações e claro, a exposição
de todas as grandezas, fragilidades e dimensões humanas. Depois da última
leitura e reações por parte do público, a obra já
estava aprovada. Só faltava escolher elenco, diretor e equipe.
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Elenco
da peça |
Numa bem sacada linguagem de marketing, eis que os papeis foram entregues a quatro
notáveis atores. Criou-se uma grande expectativa em torno da montagem.
Como o elenco masculino ia se safar de tamanha responsabilidade? Sabemos que o
fato de atores interpretarem papéis femininos não é novidade.
No milenar “Nô” chinês, utilizando máscaras os
atores interpretam todos os papeis, ”Quanto mais quente melhor”, com
Toni Curtes, Jack Lemon é considerada uma das melhores comédias.
Ou “Tootsie” com Dustin Hoffman, lançando mão de uma
façanha que deu certo. Na falta de oportunidade, caracterizou-se de mulher
em busca de trabalho. Enfrentou situações hilárias, mas deu
certo. No cinema havia o recurso da maquilagem e dos figurinos apropriados. Como
seria na versão de “Amigas, Pero No Mucho”? Por sugestão
da autora e a escolha do notável diretor José Possi Neto que além
de dirigir magnificamente bem, foi o criador dos figurinos e optou por um grande
achado, uma renovação: os intérpretes não utilizariam
maquilagem. Um detalhe curioso. Nada de cores fortes, figurinos na cor preta.
A única característica que o elenco dispõem são as
perucas que definem a linha das personagens valorizados pelo cenário de
Jean-Pierre Torti, notável por sinal e a criativa iluminação
de Wagner Freire.
Sintonizados com a direção de José Possi Neto, o rendimento
dos intérpretes é notável.
Leopoldo Pacheco um dos melhores intérpretes de sua geração
e já com trabalhos marcantes no teatro e televisão, está
por inteiro no palco. A riqueza de nuances de Débora e a profundidade
de sua psicologia nos atinge em cheio. Nenhum gesto afetado ou caricato; o talento
fala mais alto. Elias Andreato de experiências notáveis, tira partido
cômico em sua criação com detalhes enriquecedores. Engraçado
sem ser caricato, acreditamos em Fran.
Sara, a executiva na interpretação de Cláudio Fontana,
complexa e cheia de nuances, foi assimilada pelo ator. Ramis Ferreira impõe
verdade numa personagem insegura e carente, resultado de uma vida faustosa no
passado e agora com sua van, levando crianças à escola. Como sempre,
flagrante e criativa as expressões corporais de Vivian Buckup.
Na verdade uma encenação que engrandece a cena brasileira graças
à produção da Cult Empreendimentos e da Morente Forte Comunicações.
Jornalista – MS 4737
Hilton Viana
Este espetáculo já saiu de cartaz

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